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A geração da Ansiedade e Burnout


Por que estamos sempre correndo?


A vida é uma correria. Para todo lugar que se olha, tem gente apressada, correndo, olhando para o relógio, tentando cumprir tudo o que está na agenda, indo atrás dos compromissos, tentando ser responsável e produtiva o tempo todo. Afinal, o que é a rotina senão um amontoado de compromissos, trabalhos, responsabilidades e produção?

Temos a impressão de que está na moda ser ansioso (a), ter TDAH, burnout. Nos sentimos deslocados (as) se não reclamamos de estarmos cansados, sobrecarregados, lotados de coisas para fazer ou sem foco algum. Fomos educados (as) para sermos guerreiras (os), imparáveis, buscar o sucesso a custa de qualquer coisa. Nos falaram que a vida é dura, que os resultados só vem com sofrimento, com sacrifício e nisso a vida se torna uma eterna roda de ratos. Estamos sempre correndo em busca de alguma coisa e nunca satisfeitos com nada.

As redes sociais chegaram para potencializar tudo isso. Olhamos a tela do celular e nos comparamos com o número de seguidores, a vida perfeita, a rotina descolada, a quantidade de likes e curtidas dos outros e temos a impressão que todo mundo está se dando bem, menos nós. O coração acelera, a respiração fica ofegante, a mente explode, a rotina vira um caos.


Vivemos em uma sociedade acelerada, ansiosa e à beira do Burnout


O mundo está tomado pela ansiedade. Não por acaso, termos como ansiedade, esgotamento emocional e burnout aparecem cada vez mais nas pesquisas, nas conversas cotidianas e nos consultórios médicos. As pessoas não param, estão sempre em busca de algo que ainda não têm, sempre tentando antecipar o futuro, abreviar o tempo, correr atrás dos sonhos, sempre em movimento, em constante atividade.

Não temos mais capacidade de parar e escrever à mão, fazer uma arte manual, conversar sem olhar o celular, curtir um jantar em família ou com amigos sem estar olhando os stories de alguém.

É a ausência destas coisas simples que nos deixam a beira de um ataque a todo o momento.


Perdemos o presente tentando garantir o amanhã


Não há nada demais em realizar projetos, ousar nas ações, vislumbrar e realizar sonhos. O problema é quando isso toma todo o nosso tempo, a nossa energia, a nossa vitalidade e nos rouba o que temos de mais importante: o agora.


A verdade é que corremos tanto para o futuro que perdemos o presente. Vivemos nessa maratona de coisas a fazer, de metas a cumprir, de compromissos para garantir o futuro, que de repente nos percebemos com rugas, olheiras, cabelos brancos e constatamos que não vivemos aqueles anos, que eles passaram sem que a gente prestasse atenção neles.

É tão louca essa história da vida, onde a gente vive sem viver, onde o tempo passa sem a gente perceber, onde mais vale o amanhã do que o dia de hoje, onde tudo é efêmero e o agora parece não existir.


O custo emocional e físico da vida acelerada: ansiedade e burnout


E, de repente, lá estamos nós no bom emprego, mas cheios de dores nas costas, repletos de traumas, com zero saúde mental, lidando com crises de ansiedade, exaustão extrema e sintomas claros de burnout. Lá estamos nós na casa grande, mas sozinhos. Lá estamos nós na farmácia, gastando a aposentadoria com remédios que não conseguem curar as doenças que vieram por não respeitarmos o dia de hoje.


Por que desaprendemos a viver o agora?


Por que não podemos simplesmente viver? Por que não podemos dar ao hoje a chance de ser hoje? Por que precisamos tanto correr, correr, correr? Por que não prestamos atenção no que acontece agora, na nossa frente, ao nosso redor? Por que não rimos da piada sem graça que alguém contou? Por que não andamos descalços? Por que não trabalhamos de pijama? Por que não rolamos no chão da sala com o pet peludo, com o filho ou o sobrinho? Por que não lemos mais livros, verdadeiramente degustando as palavras, as nuances do personagem, a mensagem nas entrelinhas? Por que não dançamos mais, não ouvimos músicas boas, não beijamos bocas quentes e não protestamos para que o hoje não acabe? Por que não damos descanso às telas e brincamos de imaginar, olhando para o teto e criando estrelas?


Desacelerar também é uma forma de viver


De onde vem essa pressa, essa correria, essa maratona sem fim em busca de um dia que ainda não existe, quando o hoje está aqui, clamando por atenção? Desacelerar, respirar, dormir, olhar pela janela e se perder no horizonte, ouvir o silêncio da noite, o barulho do dia, o turbilhão de sentimentos, aproveitar o café na xícara velha, o arroz no prato branco, a toalha gasta na hora do banho, o chinelo na porta do quarto.


Simplificar a rotina para viver melhor


A vida seria mais linda se olhássemos para ela, se deixássemos os dias com o tempo que eles têm, se não tentássemos adiantar as coisas, se não estivéssemos como loucos à procura de algo que nem sabemos o que é.


O tempo que temos e o tempo que desperdiçamos


Seríamos mais felizes se soubéssemos que o dia não tem 24 horas livres, que, se descontarmos 8 horas para dormir e 8 para trabalhar, nos restarão apenas mais 8 para sentir o gosto do hoje e viver o agora, aproveitando o que é mais importante. Vivemos atropelando as horas, desejando que cada dia tenha o dobro de tempo, simplesmente porque colocamos coisas demais no tempo que nos é dado e, assim, perdemos a graça de viver um dia de cada vez.


Menos excessos, mais presença


Aprenda a simplificar sua rotina, a deixar dentro dela somente aquilo que de fato é primordial. Às vezes, carregamos cargas em excesso e vivemos anos fazendo coisas que não nos trazem resultados, acumulamos funções que não precisariam existir e vamos nos cansando desnecessariamente, culpando o dia a dia por tanta chatice, por tanto trabalho, por tanta correria.


Não existe futuro sem presença


É tão contraditório querer viver bem e não prestar atenção à vida. É tão desumano tentar construir um futuro quando não se tem um presente. Mas assim somos nós. E até quando?


Um convite para viver o presente e cuidar da saúde mental


Eu espero que você pare tudo o que está fazendo e reflita sobre isso. Não deixe para prestar atenção na vida só quando ela já tiver passado. E viva todo dia como se fosse aquele dia.

Deixo como sugestão a leitura do livro "Elas voam: como ser uma mulher independente e feliz" que escrevi relatando o que aprendi na minha experiência de vida com fases de guerreira imparável dando conta de tudo e carregando o mundo nas costas até os dias em que comecei a desacelerar e entender que não vale a pena correr, correr e não viver a vida, apena sobreviver. Acredite ou não há coisas que podem ser tiradas da mochila durante a jornada, dá para ser mais leve, mas nós estamos tão acostumadas (os) a esta correria e produtividade que não nos permitimos viver abarrotados de responsabilidades.

Este de fato é um convite para desacelerar e driblar a tal ansiedade que nos persegue, o tal burnout que nos adoece e simplesmente exercitar o viver com menos cobrança, com menos culpa e mais leveza.


Francy Lima



Livro Elas voam
Livro Elas voam


SINOPSE DO LIVRO ELAS VOAM: COMO SER UMA MULHER INDEPENDENTE E FELIZ:


Ser livre é ser leve, ser poderosa é ser você, ser feliz é se relacionar bem contigo e com os outros, ser próspera é conquistar seu dinheiro e viver com dignidade. Voar é sobre isso.


Os padrões sociais exigem muito das mulheres. Tentam moldar nosso corpo, nossa mente, nossas atitudes e negócios.


Por mais que tenhamos conquistado espaço e direitos diversos ainda nos falta asas. E muitas barreiras que impedem o despontar delas são internas, estão na nossa cabeça, fabricadas pelo que ouvimos de pais, amigos, professores ou aprendemos no meio social ao longo de nossas vidas.


Como se libertar de tudo isso? Será que é possível ser autêntica, independente e feliz com suavidade?


Neste livro motivacional a autora fala das 4 liberdades que toda mulher merece e pode conquistar para ser independente e feliz sem guerra, sem alarde e mantendo a leveza na vida.


Veja o que vai descobrir no livro:

  • Remodelar o conceito de empoderamento feminino

  • Desconstruir o mito da mulher guerreira

  • Aceitar os seus vários papéis como mulher, mas sem a imposição de perfeição ou entrega incondicional;

  • Conhecer as 4 liberdades que toda mulher merece: emocional, física, social e financeira

  • Aprender como reprogramar seus pensamentos, sentimentos e comportamentos;

  • Conduzir a sua vida para a felicidade, de maneira mais próspera, leve e divertida!




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