Jovem demais, velha demais: a urgência de viver
- Thaisa Lima

- há 1 dia
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Hoje acordei me sentindo estranha. Talvez seja essa urgência de viver que apareceu aqui dentro.
Não sei dizer se é a chuva, o outono ou o sonho que tive…
Voltei 30 anos.
Lembrei de quando eu tinha 15 e conheci “o amor da minha vida”. Tudo era intenso. Sentir era intenso.
Era tudo ou nada. Amor ou ódio. Viver… ou morrer de amor.
Naquela época, envelhecer parecia uma coisa distante. Quase impossível.
Mas o sonho me trouxe de volta pro agora de um jeito brusco. Como um atropelamento inesperado.
Ontem eu tinha 15 anos. Hoje…
Hoje eu estou mais perto dos 50 do que eu gostaria de estar.
E isso é estranho.
É um misto de prazer e agonia.
Prazer por ter o privilégio de chegar até aqui. Agonia por perceber o quanto o tempo passou.
Se eu pensar na expectativa de vida do brasileiro… já estou no meio do caminho.
E foi aí que o saudosismo virou urgência.
Eu não tenho tempo. Estou deixando de viver coisas que eu queria viver. Ainda dá tempo de viver aquele amor da juventude?
Mas… eu não tenho mais tanto tempo assim.
Eu preciso. Eu preciso. Eu preciso…
E, de repente, minha mente travou.
Agora eu estou aqui… me sentindo estranha.
Jovem demais pra ser velha. Velha demais pra ser jovem.
E com uma vontade quase desesperada de viver tudo ao mesmo tempo.
(pausa)
Ah… aquele amor do passado?
Mandei um “oi” no Facebook.
Benditas redes sociais.
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